Buscando um caminho para escapar da provável morte pela bulimia, nesta vida, Léo começa a percorrer muitos séculos da história de seu próprio espírito, deparando-se com a sua luta contra o egoísmo e a prepotência e tentando aprender o amor, único caminho que leva à felicidade.
Alternando o papel de vítima com o de algoz, vida após vida, vinha tentando se libertar das próprias armadilhas, em direção do mais puro amor que podemos conceber.
E Leo percebe que o mais temível fantasma que terá de enfrentar nessa viagem ao passado, é mesmo o seu orgulho, que vai abrindo a possibilidade de ser influenciado por seus desafetos do passado, que não eram poucos e nem maleáveis.
No processo de TVP, Léo precisou aprender quem ele era realmente hoje, antes de saber quem ele havia sido ontem, para poder libertar-se das lembranças de suas caminhadas. Entendeu então, que precisava tratar-se por inteiro e não apenas daquelas "dores" que o trouxeram para a terapia.
Começa então, essa maravilhosa aventura terapêutica, como Hasan, grande e orgulhoso líder militar de um povo guerreiro, mas que também era um mago que agia nas sombras, secreta e ardilosamente.
A vaidade, a maldade, a prepotência, a preguiça, a vingança e muitos dos sintomas atuais de Léo, vão sendo então correlacionados com o personagem dessa vivência.
Em seguida, surge diretamente do Antigo Egito, o arrogante e orgulhoso escriba Efér, que mata e engana sem nenhum constrangimento.
Segue depois a vida de Lin Yu, artesão de uma pequena vila de pescadores na China, em 1.200 A.C. Negligente jovem que se omite, permitindo, por usa sucessão de acontecimentos, a morte de quase toda sua família, sem absolutamente nada fazer.
É seguido por Ciro, o escravo, vindo diretamente da Roma do século II. Sua aparente bondade, na realidade esconde a vaidade e o orgulho de outros tempos. E Léo, lentamente, vai percebendo as características de seus personagens, ainda presentes na sua personalidade atual.
Vamos agora ao encontro de Leila, a moça da Galícia, que, como outros tantos personagens, permitiu mais uma vez que a prepotência norteasse sua vida repleta de ações impulsivas e inadequadas, mais ou menos como a vida de Léo, hoje.
Passou então por uma vivência no astral, quando era Borg, o guerreiro, habitante do Nada e, em seguida passa pela vivência de Issam, o menino do deserto, que, a exemplo de Leila, também deixa passar a oportunidade de transformar uma vida difícil em uma vida regeneradora, e, mais uma vez o tempo é perdido.
Em seguida, encontramos Usküd, o turco prepotente e irritado, características arrastadas até hoje, como Léo pode compreender na reprogramação.
Encontramos ainda Angelim, o inquisidor, na Espanha do século XII e Zorack, o sacerdote asteca, no século XV, que pouco diferiram em seus antigos padrões de comportamento.
Chegando ao século XVI, deparamos com Pablo Montoya, da Armada Real Espanhola, que só observa a vida, sem se comprometer com nada que pudesse por em risco a própria felicidade.
Encontramos depois, a garotinha encantadora Josephine, que exercita a mesma prepotência de outros personagens, deixando para Léo, hoje, a mesma dificuldade de lidar com as frustrações quando a vida, na realidade, cobra apenas resignação e humildade.
Chegamos então ao século XVII, no Brasil, quando encontramos Jonas, o fazendeiro bem sucedido e rude senhor de escravos, de caráter egoísta, vaidoso e prepotente.
E é agora, como Mary Jo que, vendo sonhos e ilusões frustrados, começa a vislumbrar o caminho de volta à brandura e resignação.
Finalmente, chegando ao século XX, na Londres do século XX, como John John, o menino feio e com uma deformidade física, e depois, na Alemanha, como Frida, esse espírito começa a resgatar seu passado e rever seu caráter, compreendendo enfim, que é chegado o tempo de amar.
Livro: "Tempo de amar" - M. Teodora Guimarães